O que você precisa saber antes do seu primeiro cruzeiro à Antártica
29 de setembro de 2021|3 min de leitura
O que você precisa saber antes do seu primeiro cruzeiro à Antártica
Explorar a Antártica é como viajar para outro mundo. Sendo o continente mais remoto da Terra, vale a pena chegar bem equipado. Você não ficará apenas a dias de distância da civilização, como também vai querer que essa experiência extraordinária seja a mais ininterrupta e gratificante possível. Embora nada consiga prepará-lo totalmente para a realidade, ter uma boa noção do que esperar deve ajudar você a aproveitar ao máximo esta aventura de uma vida.
Vida selvagem
Durante os meses de verão, de novembro a fevereiro, a Península Antártica fica repleta de pinguins gentoo, pinguins-de-adélia e pinguins-barbicha. Na vizinha Geórgia do Sul, os pinguins-rei dominam o horizonte ao lado de seus companheiros de praia, os lobos-marinhos-antárticos e os elefantes-marinhos. O verão também é a época em que as baleias-jubarte dos trópicos chegam para se alimentar, geralmente com seus filhotes recém-nascidos. A vida selvagem daqui é verdadeiramente espetacular e também está sob uma proteção muito especial.
A Associação Internacional de Operadores Turísticos da Antártica (IAATO) regulamenta o turismo na região. Isso significa que quem viajar para a Antártica, a Geórgia do Sul ou as Ilhas Malvinas deve seguir rígidas diretrizes de biossegurança. Elas impedem a propagação de espécies não nativas e de patógenos. As medidas incluem a inspeção de roupas e equipamentos e a descontaminação após cada desembarque. Além disso, nenhum alimento ou bebida pode ser levado para terra firme.
Quando ir
Não é possível fazer cruzeiros na Antártica no inverno, pois o gelo fica espesso demais. As expedições começam em meados ou no fim de novembro e seguem até o início de março. O começo da temporada é o melhor para paisagens geladas dramáticas e geleiras desprendendo icebergs. Os filhotes de pinguim costumam eclodir mais tarde na temporada, enquanto as baleias geralmente visitam a região em fevereiro e março.
A Passagem de Drake
Esta massa de água notoriamente turbulenta se estende por 1.000 km entre o Cabo Horn e as Ilhas Shetland do Sul e precisa ser atravessada para chegar à Antártica. Diz-se que a passagem tem dois humores: o ‘Drake Shake’ ou o ‘Drake Lake’, sendo o primeiro o mais comum. Muitos passageiros sucumbem ao enjoo nesse trecho, então é uma boa ideia levar medicamentos caso você seja particularmente propenso. Muitas vezes, os viajantes consideram a travessia da Passagem de Drake um rito de passagem em sua jornada à Antártica.
O que levar
Ao escolher o que levar, as camadas são fundamentais. A temperatura média na Antártica durante os meses de verão é de zero grau Celsius. Quando o sol aparece em um dia de atividades, pode ficar bastante quente. Você também precisará de botas resistentes, sem cadarço, que mantenham os pés secos e firmes nos desembarques dos Zodiacs em águas rasas.
Leve pelo menos dois conjuntos de camadas base, isolantes e externas. Também são recomendados um gorro quente que cubra as orelhas, óculos de sol para proteger os olhos do reflexo da neve, luvas à prova de intempéries e uma gola tubular para o pescoço. Protetor solar e protetor labial com proteção UV também são indicados.
Você também pode querer levar uma mochila impermeável e um bastão de trekking dobrável para mais estabilidade na neve.
Passaportes e vistos
Para informações sobre passaporte e visto, consulte nosso artigo sobre o tema.