Quando Beth Stolyar decidiu viajar para a Antártica, ela não estava apenas riscando um destino da lista de desejos — estava convidando a filha Canchela para partilhar de uma experiência única na vida que as aproximaria de maneiras que nenhuma das duas esperava. "A Antártica sempre esteve na minha lista de desejos", diz Beth. "E surgiu uma oportunidade de viajar a trabalho. O timing foi perfeito por causa das férias escolares da minha filha, então aproveitamos!"
Não se tratava apenas de ver icebergs ou avistar pinguins; a viagem era sobre adentrar um lugar tão distante da vida cotidiana que todas as distrações desapareciam. "Não há influência do mundo exterior", explica Beth, Diretora de Vendas da Swan Hellenic para Austrália e Nova Zelândia. "Você aprende com especialistas sobre a Antártica e a vivencia em conjunto."
E foi exatamente isso que fizeram. Na primeira manhã, Beth e Canchela abriram a porta da varanda e viram a neve caindo suavemente lá fora. "Ficamos sem palavras, não conseguíamos acreditar como era lindo, e que estávamos navegando em águas antárticas. Não precisávamos dizer muito uma para a outra enquanto permanecíamos em silêncio, aproveitando o ar mais puro e fresco."
Para Canchela, a viagem fortaleceu ainda mais o vínculo com sua mãe. "Foi a primeira vez que viajei sem meu pai, e isso realmente me fez sentir mais próxima da minha mãe", diz ela. "Passamos praticamente cada segundo do dia juntas e criamos memórias inesquecíveis ao longo do caminho. A melhor parte de ter minha mãe como companheira de viagem é que ela me conhece melhor do que ninguém; não há outra pessoa com quem eu preferiria viajar!"
Aventuras que fortalecem e constroem
Na Antártica, Beth e Canchela logo descobriram que cada dia oferecia algo novo — e inesquecível. Seja navegando por águas repletas de gelo ou caminhando por colinas cobertas de neve, Beth e Canchela não estavam apenas testemunhando a beleza selvagem, estavam vivenciando-a. "Quando nosso guia de expedição desligou o motor do bote inflável, éramos apenas nós e a Antártica. Uma leve neve caiu em nossos rostos e absorvemos o silêncio. Foi um dos muitos momentos inesquecíveis", relembra Beth. Essas experiências silenciosas, rodeadas por gelo, mar e fauna, foram poderosas tanto para mãe quanto para filha.
Naturalmente, as paisagens incríveis e a vida selvagem tiveram papel principal em sua jornada. "Vimos baleias, focas e, claro, muitos pinguins. E sentimos e cheiramos a maravilha natural deste mundo magnífico", sorri Beth. E o momento mais engraçado? "Ver um pinguim levantando a traseira na nossa frente e fazendo cocô. A Canchela tem um vídeo em câmera lenta dessa obra-prima, se alguém quiser uma cópia!" Para Canchela, um momento marcante foi apreciar a paisagem na hidromassagem externa do navio. "Nadar e ficar deitada lá fora olhando para as montanhas e a paisagem parecia surreal — como um momento que só acontece nos filmes."

Aprendizado, naturalmente
Não foi apenas um cruzeiro cênico — houve muitas oportunidades de aprendizado ao longo do trajeto. Do comportamento da fauna às formações de geleiras, cada desembarque tornou-se uma sala de aula prática. Beth ficou impressionada com o quanto Canchela absorveu durante a viagem. "Ela aprendeu coisas de forma social que simplesmente não aprenderia em uma sala de aula. Coisas como a maneira como a vida selvagem se comporta na natureza, seus ciclos de vida e os diferentes tipos de icebergs e seus nomes."
"Adorei ver os pinguins", recorda Canchela, "ver eles escorregando e deslizando em terra foi muito engraçado!" As duas viajantes também encontraram humor em outras criaturas que encontraram. "Lembro que conversamos sobre que vida boa as focas têm — elas se levantam a cada três dias para ir se alimentar e depois voltam a se deitar!" ri Beth.
Além das risadas, ver a vida selvagem despertou preocupações mais profundas. "A viagem me fez pensar mais sobre as mudanças climáticas e como talvez, em algumas décadas, esses animais possam estar em risco de extinção e talvez não haja mais gelo", diz Canchela. "Com certeza isso me tornou mais consciente em relação ao meio ambiente."
A experiência também trouxe percepções inesperadas. "A apreciação da Canchela pelo mundo natural e o quanto ele pode ser forte e frágil foi definitivamente afetada", relembra Beth. E a mudança pareceu quase imediata. "Pela primeira vez, ela não perguntou sobre acesso à internet ou redes sociais", diz Beth. "A magia da Antártica permaneceu no centro de sua mente durante todo o cruzeiro."
"Esta viagem me mostrou que estar longe da rotina diária e da influência do mundo exterior faz tanta diferença", admite Beth. "Quando é só você, seu filho e a natureza intocada, vocês realmente acabam se aproximando!" Beth notou como Canchela se encaixou naturalmente na vida de expedição, mesmo entre adultos. "Ela adorou a intimidade do tamanho reduzido do SH Diana e se comunicou tanto com crianças quanto com adultos. Nós duas nos aproximamos dos outros hóspedes, e realmente parecia uma grande família no final do cruzeiro."

O que os pais devem saber
Compreensivelmente, alguns pais se perguntam se uma viagem à Antártica é adequada para seus filhos. Beth teve os mesmos pensamentos. "Minha maior preocupação era que a Canchela ficasse entediada", ela explica. "Então escolhemos uma data nas férias escolares para maximizar as chances de haver outras crianças a bordo. Nunca me preocupei com a segurança, no entanto. Eu sabia que estávamos em boas mãos porque a Swan Hellenic segue protocolos rigorosos para garantir a segurança de todos."
"Achei que também poderia ficar entediada", admite Canchela. "Não esperava que fosse tão divertido e que meu dia seria tão cheio — pensei que olharíamos os animais por uma hora por dia e depois eu ficaria sentada entediada, mas não foi nada disso! Meu conselho é se expor e se inscrever e participar de tudo o que puder para realmente aproveitar ao máximo o tempo a bordo!"
"Tive alguns outros pequenos receios antes de partirmos", admite Beth. "Tipo, e se a Canchela adoecesse e estivéssemos no meio do nada? E eu não tinha certeza de como ela se sentiria estando em um navio com a maioria adultos — pensei que ela poderia se sentir deslocada. Mas o navio tinha um médico a bordo, o que realmente me deixou tranquila. E a Canchela adorou a mistura de aventura e momentos de descanso — e acho que ela gostou de ter um pouco de independência de adulta em um ambiente tão seguro."
O conselho de Beth para outros pais é simples e sincero. "É a melhor e mais divertida aula de ciências que você pode dar ao seu filho", ela sorri. "Eles vão se lembrar disso pelo resto da vida!" E a única coisa que ela mudaria? "Eu faria um cruzeiro mais longo, que vá para a Geórgia do Sul."
Encarando o mergulho (polar)!
A viagem também esteve repleta de momentos inesperados que tiraram as viajantes de suas zonas de conforto — e as aproximaram ainda mais.
"A Canchela estava bem nervosa com o mergulho polar", relembra Beth com um sorriso. "Mas ela acabou fazendo e adorou!" O que começou como um desafio assustador logo se transformou em um triunfo compartilhado. "Praticar nossa pose para o mergulho e reunir coragem para realmente fazê-lo foi de tirar o fôlego", admite Beth, "mas foi tão divertido!"
Canchela ficou igualmente surpresa — mas por outro motivo. "Honestamente eu não achei que minha mãe conseguiria ir até o fim", ela ri. "Pensei que a água congelante a assustaria totalmente. Então, quando ela simplesmente foi em frente, fiquei chocada — e super orgulhosa. Foi uma descarga de adrenalina! E pular na hidromassagem logo depois deixou tudo ainda melhor. É uma experiência única na vida, então fico feliz que as duas tenhamos feito!"
A viagem também esclareceu que tipo de viagens elas querem fazer mais como família. "Entendemos que o destino pode ser a principal atração e entretenimento, em vez do navio. A Canchela percebeu que não precisa de toboáguas, jogos de computador, internet ou redes sociais para se divertir. A natureza pode superar suas expectativas quando ela está no ambiente certo."

Uma jornada que perdura além do gelo
Enquanto estavam na varanda pela última vez, respirando o ar antártico, Beth sabia que ela e Canchela estavam voltando com mais do que fotos. Levavam consigo uma história compartilhada — um capítulo que somente elas entenderiam verdadeiramente. "Uma coisa que vou guardar desta viagem para sempre é o cheiro e a vista da Antártica. Não dá para descrever — é preciso vivenciar para saber", ela diz.
Para Canchela, o que mais se destacou foi o primeiro dia com neve. "Fizemos anjos na neve, atiramos neve uma na outra, e eu tentei dar uma estrela mas escorreguei e caí! Foi tão mágico com a neve e ver a Antártica de perto pela primeira vez. Tudo superou muito minhas expectativas... Eu reviveria o primeiro dia várias e várias vezes se pudesse."
Uma coisa que Beth espera que Canchela lembre sobre o cruzeiro é seu relacionamento com o planeta. "O mundo é grande e frágil ao mesmo tempo. Como vivemos nossas vidas afeta o meio ambiente, e até a menor mudança em nosso estilo de vida pode fazer a diferença."
E para onde vão agora essa dupla aventureira? "África Ocidental, Amazônia e Ártico", diz Beth. "Todas essas regiões oferecem natureza e cultura em seu melhor, intocadas pela civilização e na forma mais pura possível."

Aproveitando ao máximo um cruzeiro de expedição em família
Saiba tudo sobre cruzeiros de expedição em família com os conselhos práticos e melhores dicas da Beth…
Cruzeiros à Antártica são apropriados para famílias?
Com certeza! Ter sua cabine como base torna tudo mais fácil — nada de ficar arrumando e desfazendo malas o tempo todo — enquanto cada dia traz novas aventuras. É a combinação perfeita de conforto e descoberta!
As crianças alguma vez ficam entediadas?
Não na minha experiência. Os dias são cheios de atividades, desde desembarques em botes infláveis até encontros com a vida selvagem. O espanto de ver gelo com milhares de anos ou uma colônia de pinguins de perto é inesquecível.
Que tipo de atividades mantêm todos envolvidos a bordo?
Um dos destaques do nosso tempo a bordo foi participar do programa Ciência Cidadã, que permite às crianças tomar parte na ciência de forma prática, com experiência direta. Nos dias de navegação, a piscina de borda infinita aquecida e o spa foram uma pausa bem-vinda, enquanto a internet limitada nos encorajou a desacelerar e aproveitar quebra-cabeças, cartas e jogos de tabuleiro — uma mudança revigorante que nos aproximou. As refeições também se tornaram uma aventura, com uma grande variedade de pratos que nos convidavam a provar novos sabores. E talvez o melhor de tudo: nos conectamos com outros viajantes de todas as idades, transformando a jornada em uma verdadeira experiência compartilhada.
Alguma outra dica para planejar uma expedição em família?
Para famílias que estão considerando a viagem, eu recomendaria reservar durante as férias escolares se quiser que seus filhos tenham a chance de conhecer outras crianças da mesma idade a bordo — isso pode tornar a experiência ainda mais divertida e social. E não se preocupe tanto com a Passagem de Drake. Nós lidamos muito bem: Canchela se sentiu um pouco indisposta no primeiro dia, mas com descanso, serviço de quarto e um comprimido, ela logo melhorou!